Não fiz nada de errado!

Não fiz nada de errado!

Não fiz nada de errado!

Aqui está a essência da moralidade de hoje – “Não estou arrependida. Não fiz nada de errado”. Vivemos esta síndrome do” não fazer errado”. Porém, no campo ético não existe neutralidade, isto é, ninguém cumpre uma lei moral, deixando simplesmente de fazer o que é errado. Mas sim tomando uma atitude positiva sobre a lei moral.

No código mosaico encontramos a lei numa expressão negativa “Não matarás”, mas como posso cumprir este mandamento? Simplesmente afirmando que nunca matei? Repito, não existe neutralidade ética. Isto significa que não matar não cumpre a lei bíblica, mas tomando uma atitude positiva para com a vida. Quando eu preservo uma vida, cuidando protegendo e amando eu passo a cumprir a lei divina.

Foi o que Jesus tentou ensinar aos judeus. Ele transformou a linguagem antiga de negação moral para a leitura positiva dos dez mandamentos – “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração…  e ao teu próximo como a ti mesmo”. (Lucas 10.27)

Não matar é Amar. Basta abandonar uma planta em um vaso e não regar, adubar ou cuidar, e ela simplesmente morrerá. Não vemos hoje no coração do ser humano arrependimento e tão pouco de uma consciência do certo.

Políticos se gabam de seus atos ilícitos. Não fazem nada errado e não se arrependem do que deixam de fazer. Miseráveis! Tiago afirma – “aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4.17).  A omissão do bem é tão grave quanto a comissão do mal.

Uma profissional médica que usando a lei e seus direitos, abandona uma criança que precisava de socorro emergencial é no código moral cristão um assassinato.

Um político que usa todo o aspecto jurídico para esquivar-se de uma atitude corrupta e não se arrepende e não tem consciência do erro, prejudicando toda uma população – é réu de um genocídio de tantos “Brenos” de nossa cidade.

Mas AQUI ninguém se arrepende porque ninguém faz nada errado!

 

Pr. Luiz Roberto

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